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Concebido de acordo com a vontade governamental de estabelecer a auto-suficiência de açúcar, com sustentabilidade e respeito ambiental, o projecto agro-industrial ProCana dos Projectos Aldeia Nova reveste-se de grande importância económica e social tanto para o país, quanto para a província do Cuanza Sul Além do objectivo principal de produzir açúcar capaz de diminuir a dependência externa, no futuro próximo, Angola deverá passar a exportador de produtos industrializados na forma de açúcar, etanol e outros derivados, além de gerar energia eléctrica com a queima do bagaço e da palha que será utilizada na produção industrial, mas cujos excedentes que deverão alcançar perto de 30 MW serão incorporados à rede de distribuição da província, e beneficiar cidades, vilas e algumas pequenas e médias industrias. A produção de cana-de-açúcar é a actividade agrícola que mais gera empregos. O ProCana permitirá criar perto de 10 mil empregos permanentes e temporários, directos, além de fomentar o aparecimento de pequenas e médias empresas que surgirão, pelo complexo agro-industrial, na forma de empresas prestadoras de serviços dos mais diversos segmentos socioeconómicos e que se traduzem por centenas de empregos indirectos. Tendo como base de sustentabilidade a eficiência e o rendimento operacional com produtividade, o ProCana criará em breve um centro de formação profissional na Quibala, onde engenheiros, técnicos, operadores, inspectores, fiscais, etc. – tanto da área agrícola quanto da industrial – receberão instrução de formação e actualização nos ramos da agricultura, mecânica, química industrial, caldeiraria, secretariado, etc. No respeito ambiental, o ProCana estabeleceu como objectivo à protecção da natureza, mecanismos de desenvolvimento limpo na forma de matas ciliares para protecção dos recursos hídricos, um inventário do património biológico, para protecção dos recursos macro e microbiológicos da fauna e da flora regional, e a criação de um laboratório de controlo biológico de pragas e doenças de cana e outras culturas como milho, massango, massambala, etc., que traduzirá uma economia no uso de agrotóxicos, maior segurança e saúde aos trabalhadores e populações regionais, limpeza ambiental e economia na aquisição de produtos químicos que deverão atingir 5 milhões de dólares ano com o projecto em pleno desenvolvimento. Considerando a extensão a ser desmatada, o ProCana estabeleceu como procedimentos para evitar a emissão de gases para a atmosfera, o aproveitamento da madeira a ser derrubadas na forma de carvão, postes, e produção de ácido pirolenhoso dentro dos conceitos actuais de mecanismos de desenvolvimento limpo. A execução do projecto iniciou-se no final de 2006, com a recuperação de infra-estruturas e o preparo dos solos para o viveiro pré-primário de sementes de cana, numa área inicial de 106 hectares no município da Cela, perto da Aldeia 12. Em 2007 fizemos a introdução de 60 toneladas de 2 variedades indianas – 30 toneladas cada variedade – e plantámos 12 hectares de cana e mais 13 variedades como seedlings, de origens diversas, para avaliação biométrica e selecção futura. Seleccionámos as terras no município da Quibala, na comuna do Lonhe, numa área total de 44 mil hectares. Destes, 25 mil hectares serão para a plantação da cana, para a produção de alimentos para a massa operacional, infra-estruturas agro-industriais, estradas e divisões de talhões, vilas operárias e 12 mil hectares para reservas ambientais. Ampliamos a área do viveiro para 236 hectares. Na área administrativa e laboral, o quadro técnico administrativo era formado por um director de Projecto, um administrador, um gerente de viveiro e 24 trabalhadores de campo. O quadro operacional foi ampliado para dois engenheiros agrónomos estagiários e 90 trabalhadores, entre tractoristas, guardas e trabalhadores de campo. Em 2008 iniciou-se o corte, tratamento térmico das mudas e replantio da semente produzida na Cela num total de 112 hectares. Foram introduzidas as primeiras 7 novas variedades brasileiras, cujo lançamento ocorreu no Brasil em 2007, resultantes de uma parceria entre ProCana e o Centro de Produção de Cana do Instituto Agronómico de Campinas. Fizemos os contactos com uma empresa brasileira fabricante da unidade industrial de açúcar e co-geração pelos mais modernos processos de extracção que se conhecem. O quadro técnico foi ampliado para 7 engenheiros agrónomos que estão a ser treinados para gerirem as fazendas de produção e desenvolverem as variedades no viveiro. Na área social construímos um refeitório que serve perto de 110 refeições diárias onde inclusive os agrónomos e funcionários da administração fazem o almoço. A partir deste mês de Fevereiro será oferecido também um pequeno-almoço aos trabalhadores. A partir de 2009, iniciámos este mês a desminagem das estradas que nos levam ao Lonhe. Desta forma o projecto ProCana espera contribuir para o desenvolvimento económico da Nação, para o comportamento e desenvolvimento social das populações e formação de quadros técnicos capazes de colocar o nosso país no lugar de destaque sócio económico que merecemos. |