Projecto Aldeia Nova - Aldeamentos em Angola
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Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010 O Projecto Aldeia Nova arrow Apresentação do projecto
Projecto Aldeia Nova - Aldeamentos em Angola
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Projecto Aldeia Nova - Aldeamentos em Angola
Seção Apresentação do Projecto Aldeia Nova
Discurso inaugural do director-geral do PAN

Concebido de acordo com a vontade governamental de estabelecer a auto-suficiência de açúcar, com sustentabilidade e respeito ambiental, o projecto agro-industrial ProCana dos Projectos Aldeia Nova reveste-se de grande importância económica e social tanto para o país, quanto para a província do Cuanza Sul

Além do objectivo principal de produzir açúcar capaz de diminuir a dependência externa, no futuro próximo, Angola deverá passar a exportador de produtos industrializados na forma de açúcar, etanol e outros derivados, além de gerar energia eléctrica com a queima do bagaço e da palha que será utilizada na produção industrial, mas cujos excedentes que deverão alcançar perto de 30 MW serão incorporados à rede de distribuição da província, e beneficiar cidades, vilas e algumas pequenas e médias industrias.

A produção de cana-de-açúcar é a actividade agrícola que mais gera empregos.

O ProCana permitirá criar perto de 10 mil empregos permanentes e temporários, directos, além de fomentar o aparecimento de pequenas e médias empresas que surgirão, pelo complexo agro-industrial, na forma de empresas prestadoras de serviços dos mais diversos segmentos socioeconómicos e que se traduzem por centenas de empregos indirectos.

Tendo como base de sustentabilidade a eficiência e o rendimento operacional com produtividade, o ProCana criará em breve um centro de formação profissional na Quibala, onde engenheiros, técnicos, operadores, inspectores, fiscais, etc. – tanto da área agrícola quanto da industrial – receberão instrução de formação e actualização nos ramos da agricultura, mecânica, química industrial, caldeiraria, secretariado, etc.

No respeito ambiental, o ProCana estabeleceu como objectivo à protecção da natureza, mecanismos de desenvolvimento limpo na forma de matas ciliares para protecção dos recursos hídricos, um inventário do património biológico, para protecção dos recursos macro e microbiológicos da fauna e da flora regional, e a criação de um laboratório de controlo biológico de pragas e doenças de cana e outras culturas como milho, massango, massambala, etc., que traduzirá uma economia no uso de agrotóxicos, maior segurança e saúde aos trabalhadores e populações regionais, limpeza ambiental e economia na aquisição de produtos químicos que deverão atingir 5 milhões de dólares ano com o projecto em pleno desenvolvimento.

Considerando a extensão a ser desmatada, o ProCana estabeleceu como procedimentos para evitar a emissão de gases para a atmosfera, o aproveitamento da madeira a ser derrubadas na forma de carvão, postes, e produção de ácido pirolenhoso dentro dos conceitos actuais de mecanismos de desenvolvimento limpo.

A execução do projecto iniciou-se no final de 2006, com a recuperação de infra-estruturas e o preparo dos solos para o viveiro pré-primário de sementes de cana, numa área inicial de 106 hectares no município da Cela, perto da Aldeia 12.

Em 2007 fizemos a introdução de 60 toneladas de 2 variedades indianas – 30 toneladas cada variedade – e plantámos 12 hectares de cana e mais 13 variedades como seedlings, de origens diversas, para avaliação biométrica e selecção futura.

Seleccionámos as terras no município da Quibala, na comuna do Lonhe, numa área total de 44 mil hectares. Destes, 25 mil hectares serão para a plantação da cana, para a produção de alimentos para a massa operacional, infra-estruturas agro-industriais, estradas e divisões de talhões, vilas operárias e 12 mil hectares para reservas ambientais.

Ampliamos a área do viveiro para 236 hectares.

Na área administrativa e laboral, o quadro técnico administrativo era formado por um director de Projecto, um administrador, um gerente de viveiro e 24 trabalhadores de campo. O quadro operacional foi ampliado para dois engenheiros agrónomos estagiários e 90 trabalhadores, entre tractoristas, guardas e trabalhadores de campo.

Em 2008 iniciou-se o corte, tratamento térmico das mudas e replantio da semente produzida na Cela num total de 112 hectares.

Foram introduzidas as primeiras 7 novas variedades brasileiras, cujo lançamento ocorreu no Brasil em 2007, resultantes de uma parceria entre ProCana e o Centro de Produção de Cana do Instituto Agronómico de Campinas.

Fizemos os contactos com uma empresa brasileira fabricante da unidade industrial de açúcar e co-geração pelos mais modernos processos de extracção que se conhecem.

O quadro técnico foi ampliado para 7 engenheiros agrónomos que estão a ser treinados para gerirem as fazendas de produção e desenvolverem as variedades no viveiro.

Na área social construímos um refeitório que serve perto de 110 refeições diárias onde inclusive os agrónomos e funcionários da administração fazem o almoço. A partir deste mês de Fevereiro será oferecido também um pequeno-almoço aos trabalhadores.

A partir de 2009, iniciámos este mês a desminagem das estradas que nos levam ao Lonhe.

Desta forma o projecto ProCana espera contribuir para o desenvolvimento económico da Nação, para o comportamento e desenvolvimento social das populações e formação de quadros técnicos capazes de colocar o nosso país no lugar de destaque sócio económico que merecemos.

Muito se fala sobre... crise alimentar versus biocombustíveis

É com muito pesar que tenho lido e tido conhecimento de diversas (muitas) notícias que referem que os biocombustíveis estão a gerar uma nova crise alimentar. Em toda a parte, tanto na imprensa internacional como na nacional, lêem-se críticas sobre a promoção de biocombustíveis e opina-se contra novos projectos de produção. Na convicção de muitos, vive-se hoje sobre a “ameaça de subsistência humana” porque os alimentos estão a ser desviados para a produção de biocombustíveis. Fala-se também que a era dos “alimentos baratos vai terminar”, que a crise alimentar vai atingir toda a África e que é necessário suspender os investimentos em biocombustíveis porque reduzem a área de alimentos.

Mas será isso totalmente verdade? Não creio, mas considero interessante reflectir um pouco sobre as duas versões da história.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 15:04 )
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A saúde nas aldeias

Não sendo uma área de intervenção do PAN, a saúde não deixa de estar entre as primeiras preocupações. Desde os estudos iniciais da Aldeia Nova que se previu a existência de postos de saúde suficientes para abrangerem os habitantes de todos os aldeamentos, uma incumbência que seria do foro do Ministério da Saúde. No entanto o Projecto assumiu essa responsabilidade – a construção e restauração das instalações – e foi integralmente cumprida. Nos dias de hoje, a manutenção e, especialmente, a funcionalidade deste sector compete à entidade tutelar a nível nacional, do mesmo modo que o funcionamento das escolas dos aldeamentos e do sistema escolar depende do Ministério da Educação.
Para sabermos como vão as coisas na área da saúde, o jornal Ecos deslocou-se à Aldeia 2 para falar com os responsável do posto clínico. Foi aí que conversámos com Valentina Terceiro Tito, enfermeira-chefe desta unidade clínica desde o dia 18 de Dezembro de 2005.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 15:13 )
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Vocação avícola do PAN

Projecto Aldeia Nova, Waco Cungo
Foto: Rui Galhanas, PAN
Dos oito aldeamentos abrangidos pelo Projecto Aldeia Nova no município da Cela, cinco dedicam-se exclusivamente à exploração avícola e outro é misto com gado leiteiro. O total da produção engloba 260 pavilhões dos quais já estão concluídos 120 para galinhas poedeiras - localizados nas aldeias 2 e 4, com 40 e 80 pavilhões, respectivamente -  e 20 pavilhões para a cria e recria, localizados na Aldeia 3. Destes 120 estão povoados os 40 pavilhões da Aldeia 2 – com 39.200 galinhas em produção e cerca de mil em início de produção – outros 19 pavilhões na Aldeia 4 – com cerca de 18.400 galinhas em início de produção – e 5 pavilhões na Aldeia 3 com pouco mais de 10 mil frangas em criação.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 15:05 )
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Entrevista com Senhora Amélia Agria, responsável pela Fábrica de Rações do centro no Waco Cungo

Senhora Amélia Agria, Projecto Aldeia Nova 

Amélia Agria, formada em Química Orgânica, é a responsável pela Fábrica de Rações do Centro Logístico do PAN no Waco Cungo. Ainda que tenha sido admitida há poucos meses, não é de estranhar a rapidez com que assimilou esta função - onde já aperfeiçoou a eficácia operacional - se tivermos em conta que durante oito anos foi responsável pela produção da fábrica de cimento Cimangola, com sistema operativos e métodos de trabalho semelhantes mas numa escala superior.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 13:46 )
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O PAN : uma esperança, um caminho, uma realização!

"O projecto Aldeia Nova - uma esperança, um caminho, uma realização - sintetiza três importantes conceitos que reflectem a filosofia e a estratégia traçadas para este importante projecto agro-pecuário, que esperamos seja um exemplo para o nosso país". Palestra do Dr José Cerqueira.

Última Atualização ( 03-Dez-2008 às 15:16 )
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Assistência veterinária ao gado bovino

Depois de se ter registado a morte de algumas cabeças de gado bovino na Aldeia 1, fomos procurar a médica veterinária responsável pela área para conhecer as razões clínicas. Como a veterinária Catherine está no Projecto há poucos meses, e ainda não domina bem o português, delegou no seu colaborador Matania Ben Yahuda, também israelita, a tarefa de responder às nossas perguntas.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 15:11 )
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Sobre o sistema de drenagem e de irrigação do Waco Cungo

O município da Cela é uma área rica em recursos naturais e onde abundam terras com reconhecida apetência agrícola e pecuária. Cerca do ano de 1950 os portugueses instalaram nestas paragens um importante colonato que se fortaleceu em termos económicos, industriais, sociais e políticos assente em grande parte no sector agro-pecuário.

Última Atualização ( 04-Dez-2008 às 14:51 )
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Fax. (+244) 222 336 190 
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Director do Projecto:
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j.cerqueira@aldeianova-ao.com

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Jornalista:
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