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Viagem a Malange Pela segunda vez no ano 2006, uma comitiva do Projecto Aldeia Nova deslocou-se à província de Malange com o objectivo de confirmar as condições existentes no município da sua capital para a construção de um novo pólo de desenvolvimento social e económico. Mais uma vez, a colaboração dada pelo Governo Provincial, na pessoa do vice Gaspar Neto, e pelo administrador de Malange foi inexcedível permitindo o cumprimento dos objectivos no calendário estipulado.
A segunda viagem, realizada entre os dias 23 e 26 de Outubro de 2006, serviu para definir com precisão, no terreno, as futuras áreas para implantação dos aldeamentos e da produção agro-pecuária, assim como a localização definitiva dos serviços logísticos. Também s~ analisou a qualidade da rede rodoviária regional e respectivas pontes, fundamentais para o transporte de material de construção e equipamentos. Este levantamento exaustivo, acompanhado por Estevão de Carvalho, responsável pela área da Agricultura do PAN, foi realizado por um conjunto de técnicos coordenados por Sandy Oppenheim, responsável máximo do Grupo LR para a Aldeia Nova. Do grupo constavam, para além do director da Ofek em Angola e do futuro responsável pela execução do projecto, especialistas em áreas tão diversas como sistemas de informação geográfica, planificação social e coordenação, agricultura, construção de estradas, arquitectura, fabricação de amidos e gado bovino. O grupo seria dividido em duas equipas: uma para marcar a localização dos aldeamentos e das necessidades e estruturas da logística, acompanhada pelo infatigável administrador municipal e pelo representante do instituto de estradas, INEA; a outra equipa, acompanhada por representantes do Ministério da Agricultura, iria estudar as questões relacionadas com o gado bovino, a agricultura e a produção de amido. Dimensão prevista O Projecto Aldeia Nova para Malange está a ser elaborado tendo em conta a construção de 1.000 casas - agrupadas em 4 aldeamentos das quais 900 serão para os agricultores e as restantes 100 para o pessoal profissional e coordenadores. Terão cerca de 14 mil hectares de terreno para agricultura e pastorícia. Cada uma das aldeias será constituída por 250 famílias, das quais 225 serão de agricultores e 25 de funcionários públicos residentes. Será construída de raiz uma a fábrica de extracção do amido, com a produção anual de 30 mil toneladas, apoiada pelo cultivo industrial de 20 mil hectares de terra para a produção de mandioca. As casas, assim como a área industrial, irão beneficiar da construção de todas as infra-estruturas relevantes. Calcula-se que este projecto ofereça emprego directo a 900 trabalhadores. Lógica económica O desenvolvimento económico de cada família dependerá das duas fontes de rendimento: a parcela irrigada para o cultivo de hortaliças e a criação de gado bovino para a carne. Cada família de agricultores receberá 12 hectares de terra divididos em 3 parcelas: a parcela A, de 0,5 hectares, que inclui a casa, a área de armazenamento e a parcela irrigada; a parcela B, de 1,5 hectares, para a agricultura geral, principalmente cereais para o consumo doméstico; e a parcela C, de 10 hectares, para pasto. As residências para os funcionários públicos terão apenas as parcelas A e B. Os serviços comuns de apoio em cada aldeia serão a lavandaria, o lugar para o mercado C o maior será na Aldeia Administrativa), o depósito de mercadorias, o espaço para escritório, um lugar para a loja da Aldeia, a área desportiva com campos de futebol e de basquetebol, o campo de diversão para crianças e a igreja. Centro Logístico O Centro Logístico será composto por escritório, centro de formação, cantina, estufa, pavilhões para selecção de hortaliças 1 e 2, armazém de hortaliças, laboratórios, parque de viaturas, serralharia, armazém geral, armazém de acessórios e centro de energia. A logística implicará ainda um complexo de armazenamento que se deverá situar próximo da nova estação do caminho-de-ferro para facilitar o escoamento dos produtos. A extensão da vedação básica do Projecto é estimada em cerca de 75 km para definir a futura área e evitar controvérsias sobre a propriedade dos terrenos. Objectivos da visita Este foi sem dúvidas um passo importante na preparação do Projecto Aldeia Nova para Malange. Na agenda de trabalho estavam inscritas, e foram realizadas, as seguintes tarefas: - Marcar a localização das futuras instalações centrais, compostas pelo Centro Industrial, pelas estruturas de armazenamento central e pela sede administrativa na capital provincial. - Marcar a localização dos novos Aldeamentos 1 a 4 e do Centro Logístico. - Demarcar e estimar a qualidade e quantidade dos incentivos de construção como areia (fina e grossa), burgau, pedras e asfalto. - Marcar e estimar as condições de estradas para e dentro do Projecto, tendo em conta os percursos da Cidade para o Projecto, do Centro Industrial para o Centro Logístico e do Centro Logístico para as Aldeias. - Colher informações adequadas sobre a actual demografia e a situação de posse de terras dentro da área do Projecto para fazer um levantamento dos nomes dos estabelecimentos e o número dos residentes actuais; elaborar a lista das fazendas e agricultores existentes; definir as terras ocupadas pelo Governo; e cartografar as eventuais áreas minadas. - Analisar a possibilidade da área de pasto para o gado de produção de carne. - Assegurar a disponibilidade das infra-estruturas nacionais de fornecimento de electricidade, combustível, gás e transporte rodoviário e ferroviário. Com a recolha de todos estes dados será possível concluir, dentro de pouco tempo, a proposta do projecto de desenvolvimento. Posteriormente será apresentada às entidades competentes para discussão e assinatura. |